Quem está na fila do cadastro municipal não deixará de ser atendido pelo programa de moradia popular da prefeitura, diz o secretário municipal de Habitação, José Floriano de Azevedo Marques.
Marques afirma que a gestão Fernando Haddad (PT) vai superar sua meta inicial. Serão cerca de 70 mil unidades contratadas até o fim do mandato, em 2016; 15 mil a mais do que o previsto.
Segundo o secretário, isso permitirá que um número maior de moradias atendam aos critérios municipais de escolha dos beneficiários. Do total, 11 mil devem ser construídas por movimentos de sem-teto, que definirão os requisitos para que os moradores recebam as casas.
A cidade tem 1 milhão de pessoas cadastradas na Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação) à espera de uma vaga, mas só 130 mil fazem a atualização anual obrigatória para continuar entre os beneficiados.
"Não basta apenas se cadastrar. Estou pedindo mais elementos para privilegiar critérios, e não o tempo que as pessoas estão cadastradas."
A prioridade será para as famílias retiradas de áreas de risco, que hoje recebem auxílio-aluguel da prefeitura.
"Até o final do ano, as 28 mil famílias que estão em aluguel social serão contempladas com empreendimentos e saberão onde vão morar."
Como o município gasta R$ 100 milhões por ano nesse tipo de auxílio, isso liberaria verba para fazer mil unidades habitacionais anualmente.
Parte das residências citadas pelo secretário será feita pela iniciativa privada, que trará os terrenos e financiará as obras pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida. Neste caso, a demanda também será formada por pessoas que estão na fila municipal.
Fonte: Folha de São Paulo, 19/11/2014

