A inflação apurada pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGPM) desacelerou para 0,02% na segunda prévia de novembro, de 0,16% no mesmo período em outubro, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa foi influenciada pela queda dos preços agropecuários no atacado e pela inflação menos acentuada dos itens industriais.
No atacado em geral, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve deflação de 0,08% na segunda prévia de novembro, ante alta de 0,19% em outubro. O IPA de produtos agropecuários aprofundou a queda de 0,78% para recuo de 1,23%. O de produtos industriais saiu de alta de 0,59% para 0,38%.
Na separação por estágios de produção, os bens finais passaram de alta de 0,25% para queda de 0,71%, influenciados pelos alimentos processados, que saíram de alta de 2,02% para queda de 0,09%. Os bens intermediários também registraram deflação, de 0,22%, depois de terem subido 0,09% na segunda prévia de outubro. As matériasprimas foram na direção contrária e subiram, de 0,24% para 0,80%, puxadas por minério de ferro (1,73% para 6,58%), canadeaçúcar (1,33% para 2,98%) e café em grão (1,99% para 6,52%).
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou de 0,08% para 0,27% da segunda prévia de outubro para a de novembro, com sete de suas oito classes de despesa registrando taxas mais altas. A principal contribuição partiu do grupo transportes (0,29% para 0,70%), influenciado pela gasolina (0,06% para 1,46%). Também subiram educação, leitura e recreação (0,48% para 0,22%), saúde e cuidados pessoais (0,41% para 0,64%), alimentação (0,26% para 0,18%), vestuário (0,14% para 0,37%), comunicação (0,32% para 0,47%) e despesas diversas (0,14% para 0,01%).
Nessas classes de despesa, destacaramse, respectivamente, os itens: show musical (5,38% para 1,55%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,27% para 0,64%), frutas (4,46% para 0,01%), roupas (0,29% para 0,49%), mensalidade para TV por assinatura (0,67% para 1,26%) e alimentos para
animais domésticos (1,53% para 2,38%). Apenas o grupo habitação (0,29% para 0,27%) apresentou decréscimo em sua taxa de variação, influenciado pelo gás de bujão, cuja taxa passou de
4,03% para 0,22%.
Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu de 0,12% para 0,13%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços caiu 0,06%, abaixo do resultado de outubro, positivo em 0,06%. O custo da mão de obra registrou subiu de 0,17% para 0,28%.
Fonte: Valor - Brasil, 18/11/2016

