A Case Construction, marca de equipamentos de construção da CNH Industrial, decidiu levar adiante um investimento para ampliação do portfólio de produção nacional mesmo em meio à crise e anunciou ontem o fim de um investimento de R$ 35 milhões. Isso acontece em um momento
em que o setor de máquinas e equipamentos em geral e o segmento voltado  para a construção, em particular, está com o mercado mais enxuto. 

O investimento envolveu a ampliação de cerca de mil unidades na capacidade produtiva da fábrica em Contagem (MG). Segundo o vice­presidente da Case Construction para a América Latina, Roque Reis, "estamos mirando um mercado de tamanho normal no Brasil". Isso seria, na sua avaliação, algo acima de 20 mil máquinas ao ano, em relação a um setor que, hoje, movimenta 8 mil máquinas e que, no seu pico, já chegou a ultrapassar a marca das 30 mil.

Ele admite que o momento está difícil, mas espera um ano um pouco melhor já em 2017. Se todos os entraves aos investimentos forem resolvidos, uma perspectiva bastante otimistas, Reis estima que normalização desse mercado pode se dar em três a quatro anos. Deve ser, portanto, um movimento
gradual. "A estratégia é estar com uma linha preparada quando o mercado recuperar".

A flexibilidade no tempo de entrega, a possibilidade de registrar o produto para ser adquirido via Finame e competitividade de preço são alguns dos fatores que também pesaram na decisão. O movimento aumentará de um para seis os modelos de escavadeiras produzidas pela Case no Brasil. Os recursos para realizar o investimento vieram da operação da CNH Industrial no país.

Os clientes podem ser anto do segmento de máquinas menores, destinadas, por exemplo, para operações de infraestrutura dentro das cidades, trabalhos de terraplanagem, abertura de estradas, quanto para aqueles que precisam de máquinas maiores, utilizadas em grandes obras de infraestrutura. 

Fonte: Valor - Empresas, por Victória Mantoan , 18/11/2016