A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP­10) desacelerou para 0,06% em novembro, metade da taxa de um mês antes, de 0,12% e a mais baixa para o período desde a queda de 0,28% em 2012. Em novembro de 2015, o indicador tinha subido 1,64%. No acumulado do ano, o IGP­10 avançou 6,74%. Em 12 meses, a alta foi de 7,61%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou queda de 0,06% em novembro, após aumento de 0,12% um mês antes. Os preços dos bens agropecuários apresentaram deflação de 1,04%, parecida com a do mês anterior, de 1,07%. Produtos como feijão (­25,66%), leite in natura (­7,78%), soja em grão (­2,30%) e em farelo (­4,83%) influenciaram no resultado. 

Os preços dos bens industriais, por sua vez, foram de alta de 0,61% para 0,34%, influenciados pela queda de 3% no óleo diesel. Na separação por estágios de produção, os bens finais saíram de alta de
0,04% para recuo de 0,57%, com a desaceleração dos alimentos processados, de 2,09% para 0,03%. Os bens intermediários aprofundaram a deflação, de 0,02% para 0,26%, ajudados pelos combustíveis e lubrificantes para a produção (­0,36% para ­1,60%). 

As matérias­primas brutas subiram de 0,36% para 0,76%, influenciadas pelo milho (­4,55% para ­1,28%), minério de ferro (3,61% para 5,39%) e cana­de­açúcar (1,36% para 2,74%). No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou para 0,35% em novembro, ante 0,08% em outubro, com sete das oito classes de despesa registrando taxas mais elevadas, sobressaindo transportes (0,09% para 0,89%), que refletiu o impacto do item gasolina (­0,36% para 1,64%). 

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,16% em novembro, vindo de acréscimo de 0,22% um mês antes. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços cedeu 0,06% e aquele que representa o custo da mão de obra aumentou 0,35%. 

Fonte: Valor - Brasil, 16/11/2016