A venda de equipamentos da linha amarela como são conhecidas as máquinas voltadas para o segmento de construção deve começar a se recuperar a partir do ano que vem. É o que aponta estudo feito pela Associação Brasileira de Equipamentos para Construção e Mineração (Sobratema).
Isso significa previsão de que o mercado chegue a 9,2 mil unidades em 2017, o que já representa um aumento de 6,6% em relação ao previsto para 2016. Neste ano, a entidade trabalha com a perspectiva de que haja uma queda de 36,5% nas vendas, para 8,7 mil máquinas. Os números são significativamente menores que os 13,6 mil equipamentos do ano passado.
As vendas de equipamentos para construção em geral, que incluem caminhões rodoviários, compressores portáteis, gruas, guindastes, plataformas aéreas, dentre outros, além da linha amarela, a entidade espera que sofra queda de 45,1% neste ano, para 14,4 mil unidades. Em 2017, a projeção é de aumento de 7,8%, para 15,5 mil equipamentos.
Para o vicepresidente da entidade, Eurimilson Daniel, a concretização do início da recuperação a partir do ano que vem depende da continuidade de medidas, por parte do governo, que ele entende que serão positivas para a retomada do investimento empresarial, como a flexibilidade das taxas de
retorno dos projetos de infraestrutura. "É isso que vai elevar a demanda de máquinas e equipamentos". Para ele, não basta implementar medidas de incentivo ao consumo de máquinas e não focar na geração efetiva de demanda. "Não adianta ter incentivo de renovação de frota se não há projetos".
Mas mesmo prevendo recuperação no ano que vem, os volumes projetados pela Sobratema refletem o achatamento que o setor sofreu nos últimos anos. Tratase de um mercado que, no seu auge, entre 2010 e 2014, chegou a movimentar uma média de cerca de 30 mil máquinas, explicou Daniel.
Nessa época, conta, diversas empresas vieram instalar bases no país, crescendo inclusive a oferta desse tipo de equipamento. No mercado atual, diz, não há espaço para todos. "Mais de 60% da frota de máquinas está parada", diz, na expectativa de que a retomada dos projetos ainda ocupe a
capacidade ociosa antes de movimentar fortemente a demanda por máquinas novas.
Fonte: Valor - Empresas, por Victória Mantoan , 10/11/2016

