A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) se situou em 0,97% no segundo decêndio de outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. Um mês antes, o indicador subiu 1,34%.
Com peso de 60% nos Índices Gerais de Preços (IGPs), o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de 1,95% no segundo decêndio de setembro para 1,24% na mesma parcial de outubro. Na análise por estágios de processamento, Bens Finais avançaram 1,04%, após alta de 0,63% na segunda prévia de setembro. Bens Intermediários aumentaram 2,07%, contra 1,98% um mês antes. Matérias-Primas Brutas deixaram alta de 3,47% no segundo decêndio de setembro para 0,44% no mês seguinte.
Por origem, a inflação dos produtos industriais (1,49%) superou a dos bens agropecuários (0,48%) na segunda prévia de outubro, vindo de 1,98% e 1,83%, respectivamente, na leitura equivalente de setembro.
Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,48% na segunda leitura de outubro, ante 0,16%, no mesmo período do mês anterior.
Das oito classes de despesa componentes do índice, a principal contribuição partiu de Transportes (0,09% para 1,31%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item gasolina, cuja taxa passou de 0,20% para 4,54% de alta.
Com os 10% restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,36% no segundo decêndio de outubro, seguindo elevação de 0,19% na parcial do mês anterior. Materiais, Equipamentos e Serviços aumentaram 0,53%, resultado acima do apurado em setembro, de 0,41%. O índice que representa o custo da Mão de Obra subiu 0,21% no segundo decêndio de outubro. No mês anterior, este índice não registrou variação.
Para o cálculo do segundo decêndio do IGP-M, foram comparados os preços coletados no período de 21 de setembro a 10 de outubro com os de 21 de agosto a 20 de setembro.
Fonte: Valor - Macroeconomia , 19/10/2018

