O volume de vendas do varejo recuou 0,5% em agosto, frente ao mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado interrompe uma sequência de quatro meses consecutivos sem taxas negativas no volume de vendas do setor. As vendas cresceram em abril (1,1%), maio (0,2%) e junho (0,8%), seguido de estabilidade em julho.

A média das projeções de 23 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data era avanço de 0,1% nas vendas varejistas no período. O intervalo dessas projeções ia de queda de 0,9% a elevação de 0,9%.

Quando comparado a agosto de 2016, as vendas no varejo apresentaram alta, de 3,6%. Trata-se do melhor resultado para meses de agosto desde 2013 (+6,2%).

O setor mostra avanço de 0,7% no ano e queda de 1,6% em 12 meses. De acordo com o IBGE, houve predomínio de resultados negativos na passagem de julho para agosto, atingindo sete das oito atividades que compõem o varejo.

Quanto à receita nominal do varejo, houve queda de 0,1% entre julho e agosto. No confronto com oitavo mês de 2016, a receita nominal do varejo teve alta de 1,3%.

Varejo ampliado

O volume de vendas do varejo ampliado cresceu 0,1% em agosto, frente ao mês anterior. O conceito de comércio ampliado inclui, além dos oito segmentos do varejo restrito, as atividades de vendas de veículos e motos e materiais de construção. Estes sofrem influência também das vendas no atacado e, por isso, são informados em cálculos à parte.

O resultado foi influenciado pelo avanço de 2,8% em veículos e motos, partes e peças e pelo aumento de 1,8% nas vendas de material de construção.

Na comparação com agosto de 2016, o volume de vendas do varejo ampliado teve alta de 7,6%. Foi o melhor resultado desde fevereiro de 2014 (+8,3%).

De janeiro a agosto, as vendas do varejo ampliado tiveram elevação de 1,9%. Em 12 meses, contudo, o IBGE registrou baixa, de 1,6%.

O levantamento trouxe ainda que a receita nominal do varejo ampliado cresceu 0,4% em agosto, ante julho, e subiu 5,1% perante o oitavo mês de 2016.

Das dez atividades analisadas pelo IBGE no conceito ampliado entre julho e agosto, sete registraram recuo. Os principais destaques negativos foram livros, jornais, revistas e papelaria (-3,1%) e combustíveis e lubrificantes (-2,9%).

Fonte: Valor - Macroeconomia, por Bruno Villas Bôas, 11/10/2017