Adquirir o Anhembi da Prefeitura de São Paulo só interessa à iniciativa privada se houver possibilidade de construir prédios residenciais ou comerciais no local e colocá-los à venda no mercado imobiliário, segundo empresários e associações do setor.
O modelo de negócios para o terreno tem sido fruto de discussão no setor privado.
Na quinta (6), membros de entidades de feiras e eventos executivos se reuniram para debater o tema. Eles querem acertar discordâncias antes de conversar com o prefeito eleito, João Doria (PSDB).
É consenso que os espaços de exposições para feiras não são tão atraentes, porque a oferta na cidade cresceu nos últimos anos e, hoje, consegue atender à demanda.
As áreas para convenções são mais interessantes, pois, segundo eles, faltam auditórios com capacidade entre 5.000 e 8.000 pessoas.
O Anhembi tem a vantagem de ser um espaço versátil, cuja estrutura hoje dificilmente seria aprovada, devido à atualização de normas técnicas, segundo uma pessoa do setor.
Questões ligadas à conservação do espaço, porém, o tornam menos atrativo. O teto do prédio não pode ser alterado, o que implica um transtorno para a refrigeração. O terreno ainda tem árvores cuja remoção pode ser dificultada.
O plano da prefeitura de Fernando Haddad (PT) era fazer uma concessão. Quatro projetos foram apresentados, mas apenas dois foram aprovados.
Somente a adequação do espaço deverá consumir R$ 1,5 bilhão. É pela soma desses custos que as empresas pretendem pedir uma contrapartida em área construída.
Fonte: Folha de São Paulo - Colunistas, por Maria Cristina Frias, 07/10/2016

