A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), medida do quanto o país investe em máquinas, equipamentos, construção civil e inovação, teve crescimento tímido de 0,3% em agosto, na comparação com julho, feito o ajuste sazonal, segundo cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mês anterior, a FBCF havia caído 0,3%.
Na comparação com agosto do ano passado, houve alta de 3,5%. No ano, o crescimento é de 3,8% e, em 12 meses, de 3,5%.
Na comparação do trimestre terminado em agosto com o terminado em maio, os investimentos avançaram 1,8%.
De julho para agosto, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) - que corresponde à a produção doméstica líquida das exportações, mais as importações - cresceu 3% em agosto. Entre os componentes do Came, a produção interna de bens de capital líquida de exportações permaneceu estável, enquanto a importação de bens de capital aumentou 14,9% na margem. Esses números não incluem entrada e saída de plataformas de petróleo.
O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 2,2% em agosto ante julho, interrompendo sequência de dois avanços na série dessazonalizada. O terceiro componente da Formação Bruta de Capital Fixo, classificado como outros ativos fixos, caiu 1% de julho para agosto.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi heterogêneo. O ritmo de crescimento do Came permaneceu quase estável, passando de 12,6% em julho para 12,9% em agosto. Já a construção civil e o componente "outros" registraram quedas de 1,2% e 1,1%, respectivamente.
Fonte: Valor - Macroeconomia, por Ana Conceição, 05/10/2018

