A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,45% no fim de setembro, após marcar 0,32% na apuração anterior, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

No levantamento final de setembro, das oito classes de despesa componentes do índice, a maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,64% para 1,09%). Nessa classe de despesa, o destaque ficou com o comportamento da gasolina, cuja taxa passou de 2,10% para 4,08% de alta, sendo o item de maior influência para o aumento de preços no período, seguido por etanol (3,89%), passagem aérea (14,26%), plano e seguro de saúde (0,65%) e conta de luz (0,64%).

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,26% para 0,36%), Alimentação (0,10% para 0,16%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,30%), Educação, Leitura e Recreação (0,48% para 0,59%) e Comunicação (0,07% para 0,18%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (0,14% para 0,64%), carnes bovinas (-0,52% para -0,13%), artigos e higiene e cuidado pessoal (-0,77% para -0,04%), salas de espetáculo (-2,48% para -0,02%) e tarifa de telefone móvel (-0,39% para -0,20%).

Em contrapartida, apresentaram abrandamento no ritmo de avanço Vestuário (0,87% para 0,63%) e Despesas Diversas (0,41% para 0,18%).

Essa apuração do IPC-S foi calculada com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 de setembro, comparados aos coletados entre 1º e 31 de agosto. 


Fonte: Valor - Macroeconomia, por Felipe Frisch , 01/10/2018