O faturamento dos fabricantes de produtos de aço para construção, que ainda têm mais da metade de sua capacidade de produção ociosa, cresceu 13,2% ano passado. Os dados constam de três pesquisas do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), em parceria com a Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem), realizadas pela E8 Inteligência. O CBCA é gerido pelo Instituto Aço Brasil.

Entre os fabricantes de estruturas de aço utilizadas em torres para o setor de energia, na indústria, no setor de infraestrutura e residencial, entre outros, o resultado somou R$ 16,2 bilhões em 2022.

A produção atingiu 1 milhão de tonelada de aço para esses usos, valor estável sobre 2021. O setor, no entanto, tem capacidade produtiva para 2,3 milhões de toneladas, o que aponta para uma taxa de utilização de 46%.

Entre os diferentes tipos de uso, o que mais demandou estruturas de aço foi de energia (46,8% do total), seguido pelo industrial (29,4%), infraestrutura (7,8%) e residencial (2,2%).

Perguntados sobre os principais desafios enfrentados, 68,3% das 349 empresas consultadas disseram ser o custo da matéria-prima e 43,6% a tributação.

Também foi feita uma pesquisa com fabricantes de telhas de aço e steel deck (lajes de aço galvanizado e concreto). As 106 empresas ouvidas faturaram R$ 8,4 bilhões em 2022, aumento de 18,3% em um ano.

Elas produziram 504,3 milhões de toneladas. O uso da capacidade produtiva também foi baixo, de 42%.

Para esse segmento, a dificuldade mais apontada foi a concorrência com material importado ou não qualificado, segundo 57,4% dos entrevistados, seguido pelo custo da matéria-prima (47,5%).

Já o faturamento dos fabricantes de perfis galvanizados, que incluem light steel frame e drywall, cresceu 28,4% em 2022, para R$ 1,38 bilhão. Foram produzidas 96,1 mil toneladas dos produtos, quase um terço da capacidade produtiva de 262,2 mil toneladas.

As obras residenciais são os maiores usuários dos perfis galvanizados, com 61% das vendas de light steel frame e 34,6% de drywall.

Para 64% das 35 empresas consultadas, a maior dificuldade é a concorrência com material importado ou não qualificado, seguida pela baixa cultura de uso dos sistemas (35,7%).


Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Ana Luiza Tieghi, Valor — São Paulo, 27/09/2023