Mesmo com a expectativa de um crescimento econômico maior do que o projetado, a área econômica deve manter no relatório bimestral de receitas e despesas primárias, que será divulgado hoje, uma previsão de expansão do PIB de 0,5% para este ano. Cálculos iniciais de técnicos do governo já apontam para um aumento do PIB de 0,7%. Até o Banco Central (BC) elevou ontem sua previsão de 0,5% para 0,7%. A tendência, até à noite de ontem, era de que qualquer ajuste de estimativa do PIB seja feita apenas em novembro.
Segundo fonte ouvida pelo Valor, a área econômica deve anunciar hoje um descontingenciamento de recursos que pode superar R$ 10 bilhões, o que vai impedir uma pane no funcionamento da máquina pública. Isso será possível porque foi derrubada liminar que impedia a realização do leilão das hidrelétricas da Cemig. Somente com essa iniciativa, o governo espera arrecadar R$ 11 bilhões.
O valor do descontingenciamento poderá superar R$ 10 bilhões caso o governo consiga o aval da Controladoria-Geral da União (CGU) para incluir como receitas mais R$ 4 bilhões em precatórios depositados na Caixa e Banco do Brasil . Ontem, essa possibilidade não estava garantida.
Sobre revisão de estimativa de recursos com o Refis, o governo considera que pode receber algo entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. O prazo para adesão ao Refis termina dia 29 de setembro. A projeção inicial era de R$ 13 bilhões, possível ajuste deve ficar para novembro.
Quando foi anunciado o aumento da meta de déficit fiscal para 2017 e 2018 para R$ 159 bilhões, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que a medida viabilizaria a liberação de algo entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.
Fonte: Valor - Macroeconomia, por Edna Simão, 22/09/2017

