Os valores de venda e locação de imóveis comerciais voltaram a apresentar queda em agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Índice FipeZap Comercial, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e o ZAP Imóveis. A pesquisa considera escritórios de até 200 m² nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
A queda dos preços de comercialização foi de 0,49% em agosto na comparação com o mês anterior. Nos últimos 12 meses, a retração é de 3,25%, ficando em -11,22% se considerada a inflação do período (8,97%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IPCA/IBGE). Quanto às locações, o decréscimo foi de 1,01% no último mês, 10,77% nos últimos 12 meses e 18,12% se considerado o IPCA.
Comparado a investimentos de menor risco, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), de acordo com o levantamento, o investidor desse tipo de imóvel tem tido perdas desde 2015. Isso porque, nos últimos 12 meses, enquanto o CDI rendeu 14%, os proprietários de salas comerciais obtiveram retorno médio de 2,2% (combinação entre o recebimento dos aluguéis e a desvalorização de seus ativos).
Em agosto, o valor médio do metro quadrado anunciado nas quatro cidades foi de R$ 10.409 para venda e R$ 45 para locação. A rentabilidade média das quatro cidades foi de 5,3%.
O Rio de Janeiro apresenta os maiores preços, apesar da queda recente de 1,33% para vendas e 1,41% para locações. Seu metro quadrado custa, respectivamente, R$ 11.899 e R$ 50. A rentabilidade apresentada pela cidade foi de 5%. Os bairros com imóveis comerciais mais caros para venda foram Leblon (R$ 38.560), Ipanema (R$ 27.712), Jardim Botânico (R$ 25.059), Catete (R$ 16.097), e São Conrado (R$ 15.918). Os mais baratos na cidade foram Madureira (R$ 5.412), Campo Grande (R$ 5.977), Méier (R$ 6.052), Taquara (R$ 6.223) e Pilares (R$ 6.261). Quanto à locação, por sua vez, os metros quadrados mais caros estavam localizados no Leblon (R$ 143), Ipanema (R$ 89), Botafogo (R$ 83), Jardim Botânico (R$ 77) e São Conrado (R$ 74). Os mais baratos estavam na Madureira (R$ 23), Méier (R$ 28), Pechincha (R$ 28), Glória (R$ 33) e Centro (R$ 33).
Em São Paulo, os preços de venda variaram -0,39%, chegando a uma média de R$ 10.766 por metro quadrado, e os de aluguel caíram 1.00%, atingindo R$ 47 por metro quadrado. A rentabilidade apresentada na cidade foi de 5,5%. Quanto à venda desse tipo de imóvel, os bairros paulistanos a apresentarem maior preço foram Vila Madalena (R$ 19.366), Jardins (R$ 13.414), Itaim (R$ 13.157), Paraíso (R$ 13.150) e Pinheiros (R$ 13.008). Os mais baratos foram Sé (R$ 4.199), República/Santa Ifigênia (R$ 4.463), Vila Andrade (R$ 6.630), Casa Verde (R$ 7.643) e Penha (R$ 8.063). Os bairros na cidade mais caros quanto à locação foram Itaim (R$ 72), Pacaembu (R$ 67), Vila Olímpia (R$ 64), Pinheiros (R$ 62) e Jardins (R$ 62). Os mais baratos foram Brás-Bresser (R$ 21), Artur Alvim (R$ 21), Vila Maria (R$ 22), República/Santa Ifigênia (R$ 24) e Sé (R$ 25).
Em Belo Horizonte, as vendas apresentaram variação de 0,34%, chegando a R$ 7.510 o metro quadrado, enquanto as locações caíram 1,04%, atingindo R$ 32 o metro quadrado. A rentabilidade apresentada na cidade foi de 5,2%. Os bairros com maior preço de venda foram Cruzeiro (R$ 10.000), Lourdes (R$ 9.788), Prado (R$ 9.666), Belvedere (R$ 9.631) e Santo Agostinho (R$ 9.425). Os mais baratos foram Centro (R$ 4.232), Floresta (R$ 5.294), Gutierrez (R$ 6.224), Luxemburgo (R$ 6.306) e Buritis (R$ 7.358). Quanto às locações, os bairros mais caros foram Belvedere (R$ 42), Santo Agostinho (R$ 41), Santa Lúcia (R$ 41), Cruzeiro (R$ 40) e Boa Vista (R$ 40). Os com menor preço foram Centro (R$ 20), Sagrada Família (R$ 23), Santo Antônio (R$ 27), Floresta (R$ 27) e Padre Eustáquio (R$ 28).
Em Porto Alegre, a variação dos preços de venda foi de 0,17% e de locações, de 0,06%. Os preços chegaram, respectivamente, a R$ 8.041 e R$ 32. A rentabilidade apresentada foi de 4,8%.
Fonte: PiniWeb, por Luisa Cortes, 21/09/2016

