O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou de "equivocadas" as previsões de que a inflação do Brasil vai subir em 2013, apesar dos sinais de aquecimento da economia.
Ele voltou a dizer que o PIB deverá crescer acima dos 4% em 2013 e declarou que a política de juros baixos vai continuar com a inflação sob controle.
Ao sair de uma reunião com empresários franceses, na embaixada do Brasil em Paris, Mantega disse que as medidas já anunciadas pelo governo --como a desoneração da folha de pagamento de alguns setores e a queda do custo da energia elétrica --resultarão em quedas de preços ao consumidor no ano que vem.
"As medidas de [redução do] IPI reduziram os preços dos produtos. A energia elétrica, que entra em praticamente toda a estrutura produtiva, vai ser reduzida para serviços, comércio e indústria", disse o ministro brasileiro.
Mantega disse que os setores que terão redução de encargos na folha se comprometeram a repassar a queda dos custos ao preço dos produtos.
O ministro também minimizou o aspecto cambial em uma alta inflacionária em 2013, ano em que o Brasil deverá crescer acima dos 4%, segundo ele.
"Já são quatro meses em que o câmbio [do dólar] está acima de R$ 2, portanto esse aumento do preço causado pelo câmbio não aconteceu", disse.
MEDIDAS
O governo brasileiro tem tomado uma série de medidas para estimular a economia, melhorar a competitividade no país e atrair investimentos. O anúncio mais recente foi a redução, a partir de 2013, do preço da energia, por meio de isenção de tributos e renegociação de contratos em vencimento.
No mês passado, foi anunciado um pacote de concessões para duplicação e construção de rodovias e ferrovias
Além disso, houve a prorrogação da redução do IPI para carros, produtos da chamada linha branca --fogão, geladeira, máquina de lavar e tanquinho-- e material de construção. O benefício fiscal da linha branca foi estendido para 31 de dezembro. A renúncia fiscal para a linha branca, segundo o ministro, é de R$ 361 milhões pelos quatro meses de prorrogação (de setembro a dezembro).
Para carros, onde a renúncia fiscal é maior, o desconto foi mantido por mais dois meses, até 31 de outubro.
Fonte: Folha de São Paulo. por Graciliano Rocha, 19/09/2012

