O país tinha 24,307 milhões de trabalhadores subutilizados no trimestre encerrado em julho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que houve queda de 6,9% (menos 1,8 milhões de subutilizados) frente ao trimestre anterior, encerrado em abril. Em relação a igual trimestre de 2021, houve retração de 24% (menos 7,7 milhões de pessoas).
O contingente de trabalhadores subutilizados, também chamada de “mão de obra desperdiçada”, compreende desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego, mas gostariam de trabalhar.
Com o movimento, o contingente correspondia a 20,9% da força de trabalho ampliada do país (que soma a força de trabalho com a força de trabalho potencial), a chamada taxa de subutilização, no trimestre encerrado em julho. É a menor taxa desde 2016, quando também era de 20,9%. Na comparação com iguais trimestres de anos anteriores, esta é a menor taxa desde 2015, quando ficou em 17,7%. A chamada taxa de subutilização era de 22,5% no trimestre anterior, terminado em abril, e de 27,9% no período de maio a julho de 2021.
Quando se olha por dentro desse grupo de trabalhadores subutilizados, houve recuo em todos os subgrupos na comparação com o trimestre anterior, embora em dois deles o IBGE classifique como estabilidade, por estar dentro da margem de erro da pesquisa.
A população desalentada (4,2 milhões de pessoas) caiu 5% em relação ao trimestre anterior (menos 221 mil pessoas) e 19,8% (menos 1 milhão de pessoas) na comparação anual. Com isso, o percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada ficou em 3,7%, 0,2 ponto percentual abaixo do trimestre anterior e 1 ponto percentual inferior a igual trimestre de 2021.
Já a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (6,5 milhões) ficou estável ante o trimestre anterior e caiu 17,1% (-1,3 milhão de pessoas) no ano. A população fora da força de trabalho (64,7 milhões de pessoas), por sua vez, também permaneceu estável ante o trimestre anterior e recuou 2,8% (menos 1,9 milhão) na comparação anual.
Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Lucianne Carneiro, Valor — Rio, 31/08/2022

