Apesar das medidas de estímulo do governo, como a desoneração de tributos de importantes setores, e com a estabilização do câmbio no patamar de R$ 2, o PIB industrial não reagiu no segundo trimestre. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira que a economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre.
O setor registrou queda de 2,5% do primeiro para o segundo trimestre de 2012. Foi o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2009, quando a crise global derrubou a atividade industrial no país, com retração de 6,5%.
Entre os subsetores da indústria, os destaques negativos ficaram com as indústrias de transformação (-2,5%) e extrativa mineral (-2,3%).
A primeira tem um peso maior no PIB e reage ao agravamento da crises externa, menor confiança de empresários e crédito mais restrito. Já a extrativa, que vinha de bons resultados, repercutiu a redução da produção de petróleo, item de maior impacto na atividade.
Já a construção civil e as atividades de energia, gás e saneamento livraram a indústria de um resultado ainda pior no primeiro trimestre, com expansão de 1,5% e 4,3%, respectivamente, na comparação com o primeiro trimestre.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, a indústria registrou queda de 2,4%, também sob impacto da perda das indústrias de transformação (-5,3%) e extrativa (-1,8%).
Entre os ramos da indústria de transformação que mais puxaram a atividade para baixo, ficaram material eletrônico e de comunicações, veículos, vestuário e calçados e farmacêuticos --setores que sofrem mais concorrência externa ou acumularam estoques elevados em razão da freada do consumo.
Fonte: Folha de São Paulo, por Pedro Soares, 31/08/2012

