"Ninguém gosta da ideia de anistia", comenta Deltan Dallagnol, principal portavoz dos procuradores que atuam na Lava Jato, em defesa do projeto anticorrupção que tramita no Congresso. Ele não tem dúvidas de que virão iniciativas para cercear a atividade de investigação, o processo criminal e a punição.
Com didatismo pastoral sobre cada uma das dez medidas, o procurador rebate as críticas à proposta, dizendo que as acusações são "estratégia retórica", além de pedir que os críticos apresentem alternativas.
Diz que o combate às medidas visa proteger os ricos e poderosos e rejeita objeções no sentido de se fazer a diferenciação entre caixa dois e propina. Para ele, a distinção está na lei e é a obtenção de provas que pode relacionar os dois crimes.
Fonte: Valor - Política, por André Guilherme Vieira e Maria Cristina Fernandes, 29/08/2016

