A construção civil fechou julho com uma queda de 0,87% no nível de emprego no país e acumulou 184,6 mil demissões nos sete primeiros meses de 2015, segundo pesquisa do SindusCon-SP (sindicato do setor).
Uma das poucas áreas que vinha sentindo menos os cortes, a de acabamento de obras, também foi impactada em julho –baixa de 0,9%.
Nos meses anteriores, o setor de acabamento conseguiu manter o ritmo por causa de projetos que ainda estavam em andamento, sobretudo na área imobiliária, e que agora começam a chegar ao fim.
"Sem lançamentos, os trabalhadores que atuam no estágio final das obras são dispensados, pois não há projetos novos para realimentar o ciclo [do mercado imobiliário]", diz José Romeu Ferraz Neto, presidente da entidade.
"Com todos os segmentos atingidos, está completa a tragédia para o setor."
Em julho, o Nordeste foi a região que sofreu a maior queda percentual de empregos na construção (-1,09%). O Norte foi a única área com número positivo: 0,75%.
O SindusCon-SP projeta que o cenário deverá se agravar nos próximos meses e que o ano terminará com cerca de 475 mil postos fechados.
"A nova fase do Minha Casa Minha Vida ajudaria a segurar um pouco as demissões, mas está atrasada e não há perspectiva de que vá mudar", diz Ferraz Neto.
Fonte: Folha de São Paulo - Colunista, 28/08/2015

