Os juros bancários interromperam tendência de queda em julho, apesar de o Banco Central ter mantido o ritmo de redução da taxa básica e dado sinais de que a Selic pode chegar perto dos seus menores níveis. A taxa média cobrada pelos bancos subiu de 28,8% para 29% ao ano entre junho e julho.

O Banco Central recebeu essa alta com cautela. Fernando Rocha, do Departamento Econômico do BC, disse que os bancos que oferecem taxas menores no crédito pessoal não consignado se retraíram. 

Caso fosse subtraído esse efeito, os juros cobrados teriam permanecido constantes. Para ele, a alta das taxas em julho não deve interromper a tendência de barateamento do crédito provocada pela distensão monetária.


Fonte: Valor - Finanças, por Alex Ribeiro e Eduardo Campo, 25/08/2017