A presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, pede uma redução na alíquota do Fator cidentário de Prevenção (FAP) existente sobre o varejo, que hoje é de 3%. Durante o evento Latam 2016, voltado para o setor varejista, e que ocorre anualmente em São Paulo, a empresária disse que o setor quer uma redução da alíquota para 1% e que isso
está em negociação com o governo.
Segundo o site da Previdência Social, o fator acidentário é um multiplicador, que varia de 0,5 a 2 pontos, aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3% da tarifação coletiva incidente sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.
-"O FAP varia anualmente. É calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de ′acidentalidade′ e de registros acidentários da Previdência Social, por empresa", informa o governo. Luiza afirmou, ainda, que a queda na confiança do consumidor é "pior do que qualquer outra coisa" que pode acontecer na economia, mas o clima de pessimismo que estava no Brasil passou. "Tinha uma nuvem sobre nós que nos impedia de ver qualquer coisa. Ainda vamos ver muita tempestade, inclusive nesta semana, mas esta nuvem passou [...].
O Brasil gosta de consumir, o que faltava era cidadania e autoestima", disse ela. Segundo Luiza, que pertence ao comitê olímpico brasileiro, 15 dias antes da Rio 2016 a venda de ingressos era baixa. "Fui numa reunião sobre isso porque a gente não conseguia vender ingresso. Aí fizemos o evento e foi um sucesso. Isso mostra que temos condições de fazer grandes eventos no país e
capacidade de reagir.
Fonte: Valor - Empresas, por Adriana Mattos, 24/08/2016

