EM OBRAS: Após queixas deen tidades da construcão civil de que o preço do cimento teve um aumento anormal e injustificado na pandemia, o Procon-SP vai abrir uma fiscalização da indústria cimenteira.

PAREDE: Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP, afirma que, se houver empresas desligando intencionalmente seus fornos para elevar o preço do produto, a situação é grave e órgão pode procurar o Ministério Público Federal e o Cade (Connselho Administrativo de Defesa Económica) para verificar a formação de cartel.

ESTRUTURA: "Isso é especulação e pode prejudicar a economia popular. Um aumento premeditado no preço do cimento atrapalha a construção, o emprego, os preços de apartamentos e as pequenas reformas", diz Capez.

LAJE: Basílio Jafet, presidente do Secovi-SP, entidade que alertou o Procon, afirma que setor registrou alta superior a 10%, mas o momento não justifica. Estamos na pandemia, tentando manter empregos. O consumo formiga (para pequenas obras de pessoas fisicas) subiu por causa do auxílio de R$ 600. Mas a industria cimenteira elevou o preco" diz.

MURO: Paulo Camillo Penna, presidente do Snic (sindicato da indústria do cimento), afirma que a entidade não se manifesta sobre as relações comerciais entre as cimenteiras e seus clientes, especialmente quanto aos preços.


Fonte: Folha de São Paulo - Painel S.A, por Joana Cunha, 20/08/2020