O mercado de escritórios corporativos da capital paulista atingiu, de janeiro a junho, seu pior semestre dos últimos dez anos em relação à absorção líquida, de acordo com a consultoria Engebanc Real Estate. É possível, na avaliação do diretor da Engebanc, Marcelo Costa Santos, que 2016 seja o pior ano da década no segmento de escritórios.
A absorção líquida ficou negativa em 6 mil metros quadrados, o que significa que mais áreas foram devolvidas do que o volume de novos espaços locados. Houve absorção bruta de 101 mil metros quadrados e devolução de 107 mil metros quadrados. Nos prédios de padrão classe A, a absorção líquida caiu 35%.
Conforme o executivo, o grande movimento de migração de ocupantes para áreas maiores já ocorreu, e a maior demanda tende a ser por espaços de tamanho intermediário. Santos espera continuidade da queda de preços de locação dos edifícios de padrão B e "pequenas diminuições" nos classe A. A diferença nos preços médios de locação entre escritórios dos padrões A e B, que já foi de 79%, é de 48% atualmente. Ainda segundo Santos, a perspectiva de definição política do país é positiva para o segmento.
Fonte: Valor - Empresas, por Chiara Quintão, 18/08/2016

