A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a 0,67% na segunda prévia de agosto, de 0,53% no mesmo período de julho, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta foi puxada por alguns preços agropecuários no atacado, como leite e soja, e pelo minério de ferro.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no indicador geral, acelerou de 0,52% para 0,95% da segunda prévia de julho para a de agosto. O IPA industrial cedeu de 1,42% para 0,81%; mas o IPA agropecuário saiu de queda de 2,13% para alta de 1,37%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, subiu apenas 0,05%, após alta de 0,39%, no mesmo período do mês anterior. Cinco de suas oito classes de despesa registraram taxas mais baixas. A principal contribuição partiu do grupo habitação (1,22% para 0,54%), em que a alta da conta de luz cedeu 5,58% para 1,51%.

Outras desacelerações ocorreram em educação, leitura e recreação (de 1% para -0,46%), transportes (de 0,26% para -0,05%), alimentação (de -0,19% para -0,28%) e comunicação (de 0,35% para 0,01%). Nessas classes de despesa, as maiores influências partiram, respectivamente, dos itens passagem aérea (22,91% para -20,93%), tarifa de ônibus urbano (1,88% para -0,11%), laticínios (6,14% para 0,23%) e tarifa de telefone móvel (0,68% para 0,04%).

Houve taxas mais altas em vestuário (-0,87% para -0,40%), saúde e cuidados pessoais (0,27% para 0,35%) e despesas diversas (0,15% para 0,20%), influenciadas por roupas (-1,02% para -0,49%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,13% para 0,32%) e cigarros (0,10% para 0,85%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,36%, menor que a de 0,90% na segunda prévia de julho. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,79%, abaixo do resultado de julho, quando foi de 0,96%. O custo da mão de obra ficou estável em agosto, ante 0,86% no mês anterior.


Fonte: Valor - Macroeconomia , 17/08/2018