O descarte dos resíduos sólidos de construções e reformas precisam receber destinação correta, regulamentadas pelo CONAMA, Ibama e a Norma ABNT NBR 10004. Os resíduos são classificados em 4 classes diferentes, de acordo com especificações, descarte e possibilidade de reciclagem e, comumente, deixam dúvidas na hora de definir o que vai para aterros de resíduos perigosos e o que pode ir diretamente para uma empresa de reciclagem.

Para a engenheira e consultora técnica de sustentabilidade do Sinduscon-SP, Lilian Sarrouf, o pequeno gerador de resíduos, que precisa descartar uma lata de tinta ou pilha de madeiras, é quem mais sofre com a falta de informação no assunto. “Em algumas situações podemos aproveitar o material na própria obra. Em outros casos, separamos para descarte. Tudo depende da classificação e da periculosidade. A tinta epóxi, por exemplo, precisa ser descartada em um aterro para resíduos perigosos. Quando sobra uma pouca quantidade, enviá-la sozinha para o aterro sairá muito caro, portanto devem existir áreas de transbordo e triagem regulamentadas pela prefeitura do município ou orgãos ambientais à disposição. Já a madeira, que não é classifica da como material de risco, pode ser enviada diretamente para a reciclagem.”, explica. Lilian integra o quadro de seminaristas do 9º Concrete Show South America, que será em São Paulo, na última semana de agosto.

Ao fazer uma reforma, a primeira orientação da especialista é atentar-se à maneira como são retiradas louças, esquadrias e revestimentos, pois com o manejo correto é possível reutilizá-los em outras obras. Já em casos de demolição, pode-se reutilizar resíduos cimentícios, cerâmicos, madeiras, plásticos e metais. Caso o material não possa ser reaproveitado ou reciclado é preciso seguir as orientações de descarte do CONAMA, que regula a gestão de resíduos da construção e determina que todo município tenha uma área de transbordo e triagem. “A realidade é um pouco diferente”, destaca Lilian. “Ainda existem muitas cidades que não contam com estes espaços. Neste caso, deve-se procurar a área de transbordo de outro município e, paralelamente, cobrar das autoridades da sua cidade que um espaço apropriado seja criado”, explica.

Seminário

Para esclarecer as dúvidas mais recorrentes sobre classificação e descarte, acontece no 9º Concrete Show South America, evento focado na construção civil e na cadeia produtiva do concreto, o seminário “Gestão de Resíduos na Construção”, promovido pelo Sinduscon-SP, no dia 26 de agosto, a partir das 14h, no São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes).

Além das regulamentações do CONAMA, Ibama e da Norma ABNT NBR 10004, o seminário abordará também um case da cidade de Jundiaí, que recentemente, adotou um software novo para controle dos resíduos sólidos produzidos e descartados na cidade. “O sistema deles conta com um GPS em cada caçamba regularizada da cidade para localizá-las e fazer a verificação de onde o material está sendo descartado. Além disso, há uma equipe fiscalizando a cidade em busca de caçambas que ainda não tenham o cadastro no sistema. As ações resultaram em impactos ambientais e econômicos positivos e nós receberemos os envolvidos no projeto para compartilhar um pouco dos resultados deste projeto”, conta Lilian.

Mais informações, programação de Seminários e credenciamento no site

http://www.concreteshow.com.br/


Fonte: Diário do Grande ABC, 12/08/2015