A venda de cimento no país caiu 0,7% em julho, ante o mesmo período do ano passado, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), após um aumento de 1,3% no mês anterior. No período foram comercializadas 5,49 milhões de toneladas.

De janeiro a julho, a queda acumulada é de 1,8%, com 35,7 milhões de toneladas vendidas.

O despacho de cimento por dia útil também recuou em julho, em 0,5%, para 233 mil toneladas ao dia.

No acumulado dos últimos 12 meses foram comercializadas 62 milhões de toneladas de cimento, um recuo de 1,7%.

Entre as regiões do país, só Nordeste e Sudeste tiveram aumento do volume de cimento vendido no mês passado, de 6,5% e 1,5%, respectivamente. A região Sul apresentou a maior queda na comercialização, de 10,4%.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, somente o Nordeste aumentou as vendas, em 1,2%.

O Snic trabalha com uma projeção de alta ou queda de até 1% no volume vendido em 2023.

Para a entidade, a dificuldade no acesso ao crédito, com a taxa de juros ainda alta, e o tempo longo de implementação do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) impediram uma melhor evolução no número de habitações financiadas, o que tem efeito sobre a venda de cimento.

O Snic destaca ainda que as perspectivas para o setor da construção são positivas nos próximos meses, com reforma tributária, arcabouço fiscal, retomada de obras paradas de infraestrutura e o início do ciclo de queda de juros.

Paulo Camillo Penna, presidente do Snic, afirma que a sazonalidade pesa a favor do setor no segundo semestre. Esse fator e a queda na Selic levam a indústria do cimento a “projetar melhores resultados e minimizar as perdas registradas até julho deste ano”.


Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Ana Luiza Tieghi, Valor — São Paulo, 07/08/2023