A percepção dos empresários e executivos da indústria da construção, sobre a a situação atual do setor e suas perspectivas futuras, ingressou em uma nova etapa.
A percepção sobre a situação atual, embora ainda não otimista, registra ligeira melhora. Segundo a Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, alguma elevação foi registrada nos indicadores que medem o volume da carteira de contratos e a satisfação com a situação dos negócios.
De outro lado, o levantamento realizado junto a 600 empresas entre 1º e 22 de julho mostrou que as expectativas em relação ao desempenho futuro saíram do campo de ligeiro otimismo e agora se situam no terreno de um moderado pessimismo.
Para tanto, contribuíram as quedas nos indicadores de demanda prevista para os próximos três meses e de tendência dos negócios para os próximos seis meses. Esta percepção foi manifestada tanto por construtoras de edificações, como pelas empresas de obras de infraestrutura.
A ligeira melhora registrada na percepção sobre a situação atual ainda reflete o ciclo de recuperação da atividade da construção iniciada em 2020. A despeito de todas as dificuldades, como a elevação dos preços dos insumos e a alta dos juros, o setor continua empregando e registra o maior nível de ocupação de sua capacidade instalada desde dezembro de 2014.
Já o cenário de dificuldades econômicas e turbulência política do presente começaram a impactar as expectativas das construtoras com relação à situação futura de sua atividade.
O PIB da construção ainda terá um crescimento expressivo em 2022, até maior que os 3% projetados no início do ano, na comparação com 2021. A evolução do cenário nos próximos meses dirá o que um setor tão relevante para o desenvolvimento do país e a geração massiva de emprego poderá esperar de 2023.
Fonte: Sinduscon-SP, 29/07/2022

