O total de empresas que passaram a ter restrições para assinar contratos com a administração pública caiu 17,5% no primeiro semestre deste ano, segundo a CGU (Controladoria-Geral da União).
Foram 2.275 negócios com penalidades cadastradas nos seis primeiros meses de 2018.
Entram nessa lista as companhias que descumprem contratos já firmados com algum ente público ou que fraudaram licitações.
Uma das razões para esse quadro é a possível subnotificação, por parte de municípios e estados, de empresas sancionadas, segundo Carlos Ari Sundfeld, da FGV. Pela regra, cada ente cadastra sua relação de punidos no sistema.
?A administração não se empenha em sancionar. Os processos não surtem efeito porque muitas empresas desaparecem no meio da ação ou seus donos atuam por meio de laranjas?, afirma.
?Hoje 274 entes ligados a executivos municipais usam o cadastro, não é [uma cifra] insignificante e esse total dobra a cada ano. Em 2018, tivemos 146 adesões?, diz Armando de Nardi Neto, Corregedor-geral da União substituto.
O número de pessoas impedidas de prestar serviços à administração pública, porém, subiu 385% no período.
?Isso ocorreu porque melhoramos a importação dos dados relativos a condenações de improbidade?, afirma Nardi.
Fonte: Folha de São Paulo - Mercado Aberto, por Maria Cristina Frias, 26/07/2018

