Em junho, o valor médio do aluguel residencial subiu 0,3% na cidade de São Paulo, comparado aos valores praticados em maio, segundo pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). "A variação média mensal dos alugueis demonstra uma tendência de recuperação. Por três meses seguidos, o índice é positivo: 0,40%, 0,71% e, agora, 0,30%. Existe uma perspectiva de melhora nas variações mensais e uma boa expectativa para o segundo semestre", afirma Rolando Mifano, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP. No acumulado de 12 meses, porém, os aluguéis retrocederam 1,9%, enquanto o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do período teve alta de 12,2%.
Na análise por número de dormitórios, todas as tipologias tiveram crescimento em junho. O maior aumento ocorreu nos imóveis de 1 dormitório, com variação de 0,5%, seguidos pelas unidades de 3 quartos (0,4%) e de 2 dormitórios (0,1%).
No período analisado, a garantia mais utilizada pelos inquilinos foi o fiador, responsável por 46% das locações efetuadas. O depósito de até três aluguéis respondeu por 36% dos contratos e o seguro-fiança, por 18%.
O IVL (Índice de Velocidade de Locação), que indica quanto tempo decorre até a assinatura do contrato de aluguel, indicou período de ocupação de 19 a 48 dias.
As casas e os sobrados foram alugados mais rapidamente em junho, em um período que oscilou de 19 a 46 dias. Já os apartamentos tiveram um ritmo de escoamento mais lento, que variou de 25 a 51 dias.
Vila Matilde
Mensalmente, a Pesquisa de Locação Residencial do Secovi-SP analisa dados históricos dos valores negociados por bairros. A Vila Matilde é o destaque neste mês.
De acordo com a pesquisa mensal, os imóveis em bom estado de conservação e com vaga de garagem contratados em junho na Vila Matilde registraram valor médio por metro quadrado de R$ 21,12 para imóveis de 1 dormitório, de R$ 16,58 para os de 2 quartos e de R$ 16,24 para os de 3 dormitórios.
A variação acumulada no período de junho de 2010 a junho de 2016, na região da Vila Matilde, foi de 96,7% para os imóveis de 1 dormitório, de 57,9% para os de 2 quartos e de 69,5% para os de 3 dormitórios.
Fonte: Obras 24 horas - Noticias, 25/07/2016

