O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que acredita que a reforma tributária pode ser aprovada ainda no governo atual. "Acho que será aprovada tanto a reforma administrativa quanto a tributária neste ano ainda; essa é minha hipótese de trabalho", disse Guedes, que é o convidado de hoje da live do Valor.

Segundo o ministro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), está fazendo um "brilhante trabalho" de coordenação, e há grandes indícios de que o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), relator da proposta no Senado, tem uma "boa chance" de fazer o acoplamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no texto. "O segundo capítulo da reforma do imposto de renda, também acho que vai avançar", acrescentou Guedes.

Sobre privatizações, o ministro disse que foram vendidos R$ 200 bilhões em subsidiárias nos dois primeiros anos de governo, o que também "desalavancou" outros R$ 200 bilhões com bancos públicos. "Uma boa parte desses R$ 400 bilhões vieram para reduzir a dívida", disse Guedes, que deve cair para 82% ou 83% do PIB ao fim deste ano.

De acordo com o ministro, já há projeções do mercado que contemplam uma consolidação fiscal mais rápida ainda, com o déficit primário sendo zerado em 2024. Segundo ele, o ideal seria fazer mais privatizações ainda. "A Petrobras inclusive seria belíssima, basta você ir para o novo mercado, ela sobe de preço em 50%. Isso pode acontecer com o Banco do Brasil também. Mas eu não consigo. É um tiroteio intenso, mídia, fogo amigo do governo, oposição que é pequenininha", comentou.

 

Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Estevão Taiar e Arícia Martins, Valor — Brasília e São Paulo, 14/07/2021