O plano do governo interino de viabilizar concessões para impulsionar a economia a partir de contratos novos e já assinados pode esbarrar em dificuldades.
Empresas que venceram a última rodada de concessões de rodovias federais, entre 2013 e 2014, alegam que acordos com a União precisam ser readequados, pois as condições econômicas mudaram.
Elas formaram um grupo que se denomina "Concessionárias Pós-2013".
São seis trechos de estradas, em Estados como Mato Grosso, Minas e Espírito Santo. Cinco são da última rodada, e um, da penúltima.
As concessionárias ainda discutem quais as propostas que devem levar ao governo. As conversas acontecem na ABCR, a associação do setor. Ainda não há consenso sobre que soluções vão propor.
Fala-se em revisão de prazos de investimentos nas rodovias, especialmente das duplicações, segundo executivos de três empresas.
Também se aventa a possibilidade da exclusão de algumas das obrigações de implementar melhorias previstas nos contratos.
Outra ideia é alongar os períodos das concessões, o que não terá impacto mais imediato nos projetos.
Além disso, as empresas querem que o licenciamento ambiental passe a valer para a rodovia inteira –hoje, ele é concedido por trechos, o que onera as construções.
Fonte: Folha de São Paulo - Colunistas, por Maria Cristina Frias, 14/07/2016

