O volume de vendas no varejo caiu 0,9% em maio, na comparação com abril, já descontados os efeitos sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi pior do que a média estimada pelo Valor Data, de recuo de 0,1%, apurada junto a 18 instituições financeiras e consultorias. O intervalo das projeções ia de queda de 0,6% até alta de 0,4%.

Na comparação com maio de 2014, o volume de vendas do varejo recuou 4,5%. No ano, a queda correspondeu a 2% e, nos últimos 12 meses, a baixa ficou em 0,5%.

O IBGE notou ainda que a receita nominal do varejo se manteve estável em maio, perante o mês anterior, mas subiu 1,9% em relação ao quinto mês de 2014.

No ano, a receita cresceu 4,1% e, no acumulado de 12 meses, aumentou 5,7%. No caso do varejo ampliado, que inclui veículos e motos, partes e peças, e material de construção, o volume de vendas diminuiu 1,8% entre abril e maio e cedeu 10,4% na comparação com maio do calendário anterior.

No ano, houve recuo de 7%. Em 12 meses, a redução foi de 5%. A receita nominal do varejo ampliado caiu 0,9% na base mensal e diminuiu 4,2% ante maio de 2014, acumulando recuo de 1,1% no ano por ora. Em 12 meses, contudo, verificou alta, de 0,8%.

Considerando a passagem de abril para maio, sete das dez atividades investigadas pelo IBGE registraram resultados negativos para o volume de vendas, como Material de construção, com baixa de 3,8%, Veículos e motos, partes e peças, com declínio de 4,6%, e Móveis e eletrodomésticos, com redução de 2,1%.

Ainda no campo negativo, apareceram Combustíveis e lubrificantes (­0,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (­0,4%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (­1,1%).


Fonte: Valor - Brasil, por Robson Sales, 14/07/2015