A incorporadora Moura Dubeux, que atua na região Nordeste, terminou o segundo trimestre com R$ 594,2 milhões em lançamentos, aumento de 6% sobre o mesmo período de 2022. Foram lançados cinco novos projetos, sendo três no regime de incorporação e dois no de condomínio fechado.

As vendas e adesões líquidas somaram R$ 350,5 milhões, crescimento de 13,7% na mesma base e o terceiro melhor período na história da empresa.

A velocidade de venda, medida pelo índice de venda sobre oferta (VSO) ficou em 16,2% no trimestre, queda de 4,7 pontos percentuais ante um ano atrás. O VSO de 12 meses recuou mais, 12,3 pontos, para 43,7%.

A companhia terminou junho com uma relação de distratos sobre vendas brutas de 10,7%, alta de 3,3 pontos percentuais sobre o segundo trimestre de 2022. Ao se considerar os contratos que foram migrados dentro da companhia, os distratos caem para 4,9%, alta de 2,6 pontos percentuais.

Entre abril e junho, a incorporadora reportou consumo de caixa de R$ 48,3 milhões.

No primeiro semestre, a Moura lançou sete projetos, com valor geral de venda (VGV) de 842,7 milhões, queda de 7,9%. As vendas e adesões líquidas somaram R$ 676,9 milhões, queda de 4,6%.

“Tivemos um primeiro trimestre fraco em lançamentos, porque estávamos com o ambiente político e econômico ainda em compasso de espera”, afirma o presidente Diego Villar. “A Moura foi cautelosa e focou em venda de estoque”. Já no segundo trimestre, a partir de maio, o executivo conta que notícias econômicas melhores, como a expectativa da queda de juros, trouxeram otimismo. “Muitos projetos foram lançados em junho e as vendas vieram junto”, diz.

A Moura Dubeux tem um banco de terrenos avaliado em R$ 8,5 bilhões, dos quais 67% são provenientes de permuta. Houve consumo de caixa de R$ 59,7 milhões nos primeiros seis meses do ano.

Villar afirma que a incorporadora está “muito otimista” com o segundo semestre. “O ânimo tanto do consumidor final quanto do investidor é outro, isso se reflete até no mercado de capitais”, diz Marcello Dubeux, diretor-financeiro. A ação da Moura subiu 83,76% no ano até agora, acompanhando um aumento entre incorporadoras.

A empresa deve lançar ainda neste mês, em Natal (RN), seu primeiro projeto da marca Mood, focada em unidades de R$ 350 mil a R$ 500 mil. É a faixa de preços que pode ser beneficiada caso o governo aprove o “Minha Casa, Minha Vida para a classe média”, como divulgado por Lula no último mês, com limite de R$ 12 mil para a renda e de R$ 500 mil para o preço das unidades. “O Mood teria uma potencialização enorme”, afirma Villar.

A Moura anunciou em 14 de junho que Dubeux vai deixar o cargo de diretor financeiro e de relações com investidores, a pedido e por razões pessoais, no final deste mês. O CFO será substituído por Diego Wanderley, novo diretor-financeiro, e Diogo Araújo, que será o novo diretor de RI.


Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Ana Luiza Tieghi, Valor — São Paulo, 10/07/2023