A queda da Selic, de 14,25% para 6,5% ao ano de outubro de 2016 para cá, até provocou algum recuo das taxas de financiamento imobiliário. Nesse intervalo, os juros cobrados para aquisição ou construção da casa própria cederam, em média, de quase 11% para 8% ao ano, considerando-se taxas reguladas e de mercado, aponta o Banco Central (BC). Só que quando vai buscar recursos nos grandes bancos, o consumidor tem encontrado custos bem mais salgados. E quando coloca na conta os seguros obrigatórios de morte e invalidez permanente (MIP) e de danos físicos ao imóvel (DFI), incorporados nas prestações, o preço final pode ter grandes diferenças.

É o que mostra uma simulação feita pela consultoria Akamines Negócios Imobiliários, com as instituições financeiras mais ativas no segmento. Nem sempre a taxa menor resulta numa operação mais barata no final. Considerando-se três faixas etárias distintas, 31,45 e 63 anos, os juros menores são oferecidos pelo Itaú, a 8,8% ao ano num financiamento de R$ 500 mil por 204 meses. Mas só no grupo mais jovem o custo total no banco é mais baixo, de R$ 892,5 mil. A diferença para a instituição que cobra o preço mais elevado nessa idade, a Caixa, é de mais de R$ 30 mil.

Fonte: Valor - Finanças, por Adriana Cotias , 05/07/2018