O novo Plano Diretor de São Paulo deve aumentar os custos de terrenos na cidade em cerca de 40%, nas contas do Credit Suisse. Segundo o banco, isso pode diminuir em até dez pontos percentuais a margem bruta de incorporadoras que atuam nos segmentos de alto e médio padrão, caso os gastos não sejam integralmente repassados aos consumidores.
O Credit aponta que o plano, aprovado nesta semana, foi mais negativo para as incorporadoras do que o inicialmente esperado. Com base na proposta encaminhada à Câmara dos Vereadores em outubro, a expectativa era que o custo dos terrenos aumentasse em 20%. A cidade representa 25% dos lançamentos das incorporadoras listadas. Nas empresas voltadas para a classe média, essa exposição pode chegar a até 60%.
Segundo o banco, Rossi Residencial, Even, PDG Realty e Gafisa serão as empresas mais afetadas pela nova regulação do governo municipal. Essas companhias são as que possuem o menor banco de terrenos na cidade.
Ontem, a advogada Maria Flavia Seabra Gemperli, sócia responsável pela área Imobiliária do Machado Meyer Sendacz e Opice Advogados, esclareceu que os projetos em fase de aprovação serão avaliados conforme as regras do Plano Diretor anterior, exceto se a incorporadora manifestar a intenção que a análise seja feita pela nova lei. Anteriormente, ela havia informado que empresas com projetos protocolados que tenham interesse na avaliação pela legislação anterior precisariam se manifestar em até 90 dias a partir da nova lei.
Fonte: Valor, por Natalia Viri e Chiara Quintão, 03/07/2014

