A presidente da BRK Ambiental, Teresa Vernaglia, avalia que o setor de saneamento será um importante “driver” de suporte para a atividade econômica no pós-pandemia. Em participação na Live do Valor, a executiva ressaltou que, apesar de recente, o novo marco regulatório do setor já tem resultado em grandes mudanças.
Saneamento será um ‘driver’ para economia após pandemia, diz BRK
“Fazendo uma retrospectiva de um ano, vários leilões aconteceram na esteira da aprovação do marco, [é] isso que esperamos daqui para a frente. Vai ser uma mudança significativa na entrada de investimentos para o setor”, afirmou.
Além da realização de certames, Teresa disse já enxergar avanços na atuação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), entidade que ganhou novos papéis a partir do novo marco. Em sua avaliação, as prioridades instituídas pela ANA na agenda regulatória para o biênio estão corretas e alinhadas com o esperado pelo setor privado.
“[O avanço dos trabalhos da ANA] está dentro do esperado. Gostaríamos que fosse mais rápido, quem já opera no setor tem uma ansiedade, mas não dá para colocar o carro na frente dos bois.”
Investimentos
Segundo Teresa, a BRK Ambiental busca investimentos em todo o Brasil. “Nossa prioridade é ‘Brasil’. Operamos em 13 Estados, nossos investimento estão distribuídos em todos eles”, disse a executiva, quando questionada sobre Estados que seriam prioritários para a estratégia da companhia.
Teresa destacou, porém, que os investimentos da BRK estão mais concentrados no Norte e Nordeste, onde os projetos atuais estão em fase de desenvolvimento, exigindo capital intensivo. “Muito do investimento que fazemos nessas regiões são para combate às perdas e para universalização, principalmente de esgoto”.
A executiva comentou ainda que negócios voltados a resíduos sólidos não fazem parte do portfólio da BRK, mas contou que a companhia tem estudos sobre o lodo, um subproduto do tratamento do esgoto. “Estudos de como tratar o lodo, isso sim faz parte do nosso foco, estamos trabalhando nesse assunto na nossa área de inovação há algum tempo”.
Questionada se a BRK tem intenção de abrir capital, Teresa indicou que esse movimento não está nos planos imediatos da companhia. “Qualquer empresa pode avaliar, isso depende do mercado e do momento da companhia. Quem sabe no futuro, nosso foco hoje é de fato seguir os investimentos que temos e olhar os projetos que vierem”.
Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Letícia Fucuchima, Valor — São Paulo, 21/06/2021

