Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), aumentou subiu 2,32% em junho, depois de avançar 3,24% um mês antes. Com esse resultado, o índice acumula alta de 15,31% no ano e de 36,94% em 12 meses. Em junho de 2020, o índice tinha subido 1,55% no mês e acumulava elevação de 7,18% em 12 meses.

“A inflação ao produtor apresentou desaceleração e contribuiu para o recuo do IGP, mesmo assim, o IPA segue pressionado pelo aumento dos preços de commodities importantes. O recuo não foi mais intenso dado o aumento registrado nos preços de energia e gasolina, que impulsionaram a inflação ao consumidor. Na construção civil, reajustes na mão de obra também contribuíram para o avanço do INCC”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou elevação de2,64% em junho. Um mês antes, o índice havia registrado taxa de 4,20%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais avançaram de 1,16% em maio para 1,66% em junho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,49% para 3,06%. A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 2,79% em maio para 2,24% em junho, com influência do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 3,86% para 2,46%. O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 7,66% para 3,66% de alta. As principais contribuições para este movimento vieram de milho em grão (11,73% para -0,11%), soja em grão (3,77% para -1,51%) e minério de ferro (12,92% para 8,75%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens aves (2,37% para 4,90%), café em grão(5,77% para 9,44%) e leite in natura (2,20% para 3,11%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou avanço de 0,72% em junho, seguindo incremento de 0,35% em maio. Das oito classes de despesa componentes do índice, Transportes mudaram de rumo na passagem de um mês para outro (-0,22% para 1,69%) enquanto tiveram alta mais marcada Habitação (0,67% para 1,41%), Vestuário (0,09% para 0,83%) e Despesas Diversas (0,17% para 0,26%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: gasolina (-1,03% para 3,16%), tarifa de eletricidade residencial (1,92% para 4,87%), roupas (0,06% para 1,06%) e alimentos para animais domésticos (1,17% para 2,70%).

Em contrapartida, desaceleraram o ritmo de aumento os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,13% para 0,30%), Alimentação (0,46% para 0,21%) e Comunicação (0,66% para 0,10%). Educação, Leitura e Recreação aprofundaram a queda (-0,66% para -0,76%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: medicamentos em geral (3,09% para 1,10%), hortaliças e legumes (0,27% para -1,86%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1,45% para 0,22%) e passagem aérea (-6,74% para -8,95%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,81% em junho, vindo de expansão de 1,02% um mês antes. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Materiais e Equipamentos (2,20% para 2,50%), Serviços (0,94% para 1,18%) e Mão de Obra (0,04% para 3,37%).

 

Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Valor — São Paulo, 16/06/2021