Com a crise política, entidades do setor privado aumentaram a pressão para que uma legislação para o licenciamento ambiental seja levada a votação, segundo associações industriais.
A instabilidade do atual governo amplia a urgência em relação ao tema, diz um executivo de infraestrutura.
Com uma bancada ruralista forte e projetos de lei encabeçados pelo governo, este seria o momento mais apropriado para aprovar regras apoiadas pelo mercado.
Além disso, avalia-se que as possibilidades de negociação interna se esgotaram.
"Não conseguimos chegar a um acordo geral, o jeito é ir para o voto. Esse é o retorno que temos ouvido do governo", afirma José Carlos Martins, o presidente do Cbic (Câmara Brasileira da Industria da Construção).
A votação do texto do deputado Mauro Pereira (PMDB/RS), defendido pelo mercado, tem sido adiada há diversas semanas, à espera de acordo com o MMA (Ministério do Meio Ambiente).
A Casa Civil mantém o discurso que o texto de consenso no governo é o do MMA —projeto menos radical que o de Pereira— e diz que este será enviado ao Congresso, mas não deu um prazo.
Para os ambientalistas, a expectativa é que seja enviado em cerca de duas semanas um texto feito pelo ministério do ambiente, mas com emendas do peemedebista.
Fonte: Folha de São Paulo - Mercado Aberto, por Maria Cristina Frias, 12/06/2017

