Apesar do crescimento de 0,7% na passagem de março para abril, o comportamento dos serviços é de equilíbrio de taxas positivas e negativas, tanto na análise setorial quanto entre as diferentes regiões do país. A análise foi feita pelo gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), Rodrigo Lobo, ao comentar os resultados divulgados nesta sexta-feira.

Das cinco atividades acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), duas tiveram alta (serviços de informação e comunicação e serviços prestados às famílias), outras duas registraram queda (serviços profissionais, administrativos e complementares e outros serviços) e uma ficou estável (transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio).

No recorte regional, foram 13 das 27 unidades da federação em expansão e as demais 14 em retração.

“Ainda há um equilibro de taxas positivas e negativas nos dados regionais. Foram 13 das 27 unidades com ganho frente a março. Aliás, é o mesmo cenário de equilíbrio que se observou em termos setoriais. Temos duas taxas positivas, duas taxas negativas e uma estabilidade”, comentou Lobo.

Na análise regional, o destaque positivo foi São Paulo, que representa 45% do setor de serviços no país e teve alta de 0,5%. Outros crescimentos que tiveram maior influência foram o Distrito Federal (4,8%) e o Paraná (1,5%). Por outro lado, os impactos negativos vieram principalmente de Minas Gerais (-1%) e Mato Grosso (-2,4%).

Já os serviços prestados às famílias avançaram 9,3% em abril após queda de 28% em março, puxados pelo desempenho de restaurantes. Lobo explica que isso se deve ao fato de as medidas restritivas para o funcionamento de atividades consideradas não essenciais terem sido menos intensas em abril que em março.


Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Lucianne Carneiro, Valor — Rio, 11/06/2021