As restrições menores para o funcionamento das atividades econômicas em abril, em relação às que estavam em vigor em março, ajudam a explicar a alta de 0,7% dos serviços em abril, na série com ajuste sazonal, frente ao mês imediatamente anterior. A análise é do gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Rodrigo Lobo.
“O mês de abril ficou no campo positivo. Isso significa que a parte não tão afetada pela pandemia teve impacto e mesmo a parte mais ligada ao caráter presencial teve ganho. As restrições foram maiores no mês de março que em abril. Com isso, tivemos alta em serviços prestados às famílias, por exemplo, um crescimento liderado por restaurantes”, afirma ele.
O crescimento de 0,7% dos serviços ocorre, no entanto, após uma queda de 3,1% em março. Com isso, recupera apenas uma parte da perda registrada no mês anterior.
Mesmo com a alta de 0,7% em abril, no entanto, o patamar de serviços ainda está 1,5% abaixo do período pré-pandemia, em fevereiro de 2020. O único mês em que o setor de serviços conseguiu ultrapassar esse patamar foi fevereiro de 2021. O setor de serviços estava, em abril de 2021, 13,1% abaixo do pico da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), obtido em novembro de 2014.
Entre dezembro de 2020 e abril de 2021, o setor de serviços acumula ganho de 2,1%. É um crescimento classificado por Lobo como “mais moderado” após uma alta de 17,1% entre maio e novembro de 2020, que configurou a recuperação após a queda de 17,6% acumulada no início da pandemia, nos meses de março e abril.
“Temos três períodos diferentes ao longo da pandemia. Uma perda mais aguda no início, uma recuperação entre maio e novembro e agora esse crescimento de 2,1% entre dezembro e abril”, diz Rodrigo Lobo.
Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Lucianne Carneiro, Valor — Rio, 11/06/2021

