O número de imóveis levados a leilão pela Caixa Econômica Federal praticamente dobrou entre 2010 e 2015, conforme dados do banco.

Os números mostram que, em 2010, 6.798 imóveis foram leiloados, enquanto em 2015, esse total saltou para 13.137. Entre 2014 e 2015, a alta foi um pouco menor, de 53,81%. Em 2014, foram realizados 8.541 leilões.

Os dados mostram elevação no número de mutuários que não conseguem mais arcar com o financiamento imobiliário e acabam sendo obrigados a devolver o imóvel, já que, segundo a Caixa, a retomada do bem para leilão é o último recurso utilizado pelo banco nas negociações de dívidas.

Os números preocupam quem tem financiamento imobiliário. Pesquisa realizada pela empresa Atento com 1.459 consumidores de todo o país mostrou que quitar as prestações atrasadas da casa própria é prioridade para os devedores. O cartão de crédito, que tem juros bem mais altos, vem em terceiro lugar.

Para Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil, o caminho para evitar o endividamento e uma possível tomada do imóvel é se planejar. "Se identificar que não vai dar para pagar, é preciso cortar alguma coisa", afirma.

Em nota, a Caixa informou que o banco possui 4,35 milhões de contratos imobiliários ativos. Com isso, o número de imóveis retomados pelo banco em 2015, que foi de 13.137, equivale a 0,3% do total de contratos ativos.

A nota do banco diz ainda que "as medidas legais de retomada do bem, previstas em contrato, apenas são adotadas após o esgotamento da negociação entre o banco e o cliente".


Fonte: APeMEC, 08/06/2016