A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPCS) acelerou para 0,85% na primeira medição de junho, puxada pelas despesas com alimentação, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No fim de maio, o indicador tinha subido 0,72%.
Das classes de despesas analisadas, Alimentação se destacou, ao sair de elevação de 0,82% no fechamento de maio para 1,08% na leitura inicial de junho.
O grupo foi puxado pelas hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 9,58% para 11,74% de aumento. Entre as maiores altas nesse item estão a cebola, que subiu 36,67%, e o tomate, que ficou 16,48% mais caro.
Também subiram mais Despesas diversas (2,67% para 4,45%), Educação, leitura e recreação (0,40% para 0,91%) e Transportes (0,09% para 0,12%) .
Comunicação deixou queda de 0,07% para recuo de 0,04%. Com aumentos mais brandos entre o encerramento de maio para o começo de junho, figuraram Habitação (0,81% para 0,68%), Saúde e cuidados pessoais (1,21% para 1,06%) e Vestuário (0,86% para 0,85%), refletindo o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (2,07% para 1,44%), medicamentos em geral (1,92% para 1,24%) e acessórios do vestuário (0,93% para 0,83%), respectivamente.
O IPCS é calculado nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Brasília.
Fonte: Valor Economico - Brasil, 08/06/2015

