crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2021, frente a igual período do ano anterior, foi o maior para este tipo de comparação desde a alta de 1,6% no quarto trimestre de 2019. Os dados constam nas Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na mesma comparação, o avanço de 17% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi o melhor resultado desde a alta de 22,9% no segundo trimestre de 2010. Segundo o IBGE, esse avanço da FBCF no primeiro trimestre de 2021 foi consequência do aumento da produção interna de máquinas e equipamentos, dos impactos do Repetro e do crescimento do desenvolvimento de softwares.

 

Ainda do lado da demanda, o consumo das famílias caiu 1,7%, registrando a quinta queda seguida, mas o menor recuo desde a queda de 0,7% no primeiro trimestre de 2020, enquanto o consumo do governo emendou a 10ª baixa seguida, de 4,9%.

Já o avanço de 0,8% das exportações foi o melhor resultado - sempre na comparação com igual trimestre do ano anterior - desde a alta também de 0,8% no segundo trimestre de 2019. As importações, com avanço de 7,7%, tiveram o melhor resultado desde o crescimento de 13,2% no terceiro trimestre de 2018.

Do lado da oferta, e sempre frente a igual período do ano anterior, as atividades imobiliárias (dentro do setor de serviços) subiram 3,9%, melhor desempenho desde os 4,3% do quarto trimestre de 2013. Ainda nos serviços, o segmento de informação e comunicação avançou 5,5%, melhor marca desde os 5,5% do terceiro trimestre de 2019.

Transporte, armazenagem e correio, com alta de 1,3%, teve o melhor resultado desde os 1,5% do primeiro trimestre de 2019 e o comércio subiu 3,5%, melhor desempenho desde os 5,9% do primeiro trimestre de 2018.

A indústria geral subiu 3% frente ao primeiro trimestre do ano anterior, melhor resultado desde a alta de 3,9% no primeiro trimestre de 2014. O setor foi puxado pela forte alta de 5,6% das indústrias de transformação, melhor desempenho do segmento desde os 6,2% do quarto trimestre de 2017.

Já a agropecuária subiu 5,2% frente aos três primeiros meses de 2020, melhor marca desde os 5,5% do quarto trimestre de 2017.

 

Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Rafael Rosas, Valor — Rio, 01/06/2021