O início de 2021 marca até o momento a redução do processo de recuperação da confiança da indústria que vinha se desenhando no fim do ano anterior.

Questões como o aumento das mortes por covid-19, a volta de medidas mais duras de restrição de circulação e o real ainda valorizado contribuíram para que o Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuasse 0,7 ponto em abril, para 103,5 pontos, menor nível desde os 98,7 pontos de agosto de 2020.

Ainda assim, os patamares observados nem de longe indicam o “fundo do poço” visto na confiança dos industriais há um ano, quando o país vivia o período mais intenso da primeira onda da pandemia de covid-19.

“O que percebemos é que a primeira onda da pandemia veio acompanhada de muita incerteza. Houve recuo muito grande da confiança, acompanhada de uma expectativa muito ruim. Hoje notamos a piora nessa segunda fase da pandemia, porém a indústria já aprendeu com 2020 e as expectativas puderam ser ajustadas”, disse Claudia Perdigão, economista do Ibre-FGV.

Apesar de a queda de abril ter sido puxada principalmente pelo Índice de Situação Atual (ISA), que caiu 1,4 ponto, para 110 pontos, o ISA ainda permanece acima dos 100 pontos, o que indica maioria de respostas positivas.


Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Rafael Rosas — Do Rio, 30/04/2021