O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), minimizou o atraso no início de uma das obras destinadas a combater a crise hídrica no Estado. O tucano disse que a demora ocorreu pela necessidade de tirar o licenciamento ambiental antes de começar a obra de ligação do Sistema Rio Grande para socorrer o Sistema Alto Tietê.
O cronograma previa que a ligação estaria funcionando em maio. As obras, contudo, ainda não foram iniciadas pela Sabesp. A previsão agora é que as obras sejam iniciadas nos próximos dias com término previsto para agosto. "A necessidade de tirar licenciamento ambiental atrasou um pouquinho, mas está dentro do cronograma.
O fato de ficar pronto só em agosto não tem problema. Aliás, agosto será o período mais necessário", afirmou Alckmin, depois de evento na capital paulista. A obra vai ampliar em 4 metros cúbicos por segundo a produção do Alto Tietê. Esse sistema, que opera hoje com 22% da capacidade, é responsável por abastecer 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
O investimento também aliviará a situação do Cantareira, já que parte das pessoas abastecidas por esse sistema serão atendidas, depois da obra, pelo Alto Tietê. Durante a palestra, Alckmin reiterou que o governo trabalha para evitar a implementação do rodízio no período de seca. "Dos 4 metros cúbicos por segundo, 2 metros cúbicos por segundo iam ficar prontos antes e 2 metros cúbicos por segundo um pouquinho depois.
Agora vão ficar prontos os 4 metros cúbicos por segundo juntos porque nós tivemos que tirar licenciamento ambiental, isso deve ser aprovado, espero, amanhã [hoje]", disse. Alckmin declarou ainda que pretende manter entre 13 e 14 metros cúbicos por segundo a captação do Cantareira no período seca, que se inicia agora em maio.
Fonte: Valor Econômico, por Fernando Taquari , 29/04/2015

