A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 3,17% em termos nominais na passagem de fevereiro para março, para R$ 3,234 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.
Segundo nota divulgada pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou uma alta de 3,08% em março, para R$ 3,113 trilhões. Já a Dívida Federal Externa somou R$ 120,3 bilhões (US$ 37,97 bilhões), elevação de 5,59% na comparação com os números de fevereiro.
No terceiro mês de 2017, as emissões da DPF corresponderam a R$ 80,37 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 13,78 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 66,60 bilhões. Desse total líquido, R$ 63,34 bilhões referem-se a emissão líquida da DPMFi e R$ 3,26 bilhões de colocação de Dívida Pública Federal Externa.
O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses ficou em 16,46%,contra 15,47% em fevereiro. O prazo médio da dívida interna fechou março em 4,43 anos, ante 4,52 anos em fevereiro.
Considerando a metodologia "Average Term to Maturity", que permite melhor comparabilidade do Brasil com outros países, a vida média da dívida pública federal passou de 6,4 anos em fevereiro para 6,3 anos um mês depois.
Participação na dívida
A participação de investidores estrangeiros na DPMFi caiu em termos percentuais de 13,66% para 13,26% do segundo para o terceiro mês de 2017. Em valores absolutos, a fatia avançou marginalmente, de R$ 412,56 bilhões para R$ 412,74 bilhões.
As instituições de previdência fecharam março com 25,98%, ante 26,12% um mês antes. As instituições financeiras responderam por 22,7% da DPMFi, contra 22,29% em fevereiro. Os fundos de investimento ampliaram participação para 23,16%, ante 22,42% em fevereiro. O governo respondeu por 5,27%, perante os 5,38% do segundo mês de 2017. Já as seguradoras foram de 4,65% em fevereiro para 4,29% em março.
Composição da dívida
A participação de papéis pós-fixados na DPMFi caiu de 30,82% em fevereiro para 30,45% em março. Pelas metas do Plano Anual de Financiamento (PAF), o volume de pós-fixados deve oscilar entre 29% e 33% neste ano, mas a métrica é a dívida total. Considerando, então, a DPF, a participação desses papéis passou de 29,7% em fevereiro para 29,32% em março.
A fatia de papéis prefixados saiu de 35,09% da DPMFi para 35,87%. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram março em 33,20% da dívida interna, ante 33,61% em fevereiro. Os ativos corrigidos pelo câmbio fecharam em 0,46%.
O PAF de 2017, prevê que os títulos prefixados devem variar entre 32% e 36% da DPF. Já os papéis atrelados a índices de preços devem ficar entre 29% e 33%; para os títulos atrelados à taxa de câmbio, a banda é de 3% a 7%.
Em março, os prefixados representaram 34,86% da DPF, enquanto os títulos relacionados a índices de preços, 31,97%, e aqueles ligados a taxas de câmbio, 29,32% da DPF.
Fonte: Valor - Finanças , por Eduardo Campos, 24/04/2017

