A Oi propôs aos seus acionistas a reorganização de sua estrutura societária com a incorporação da Telemar e a cisão e incorporação da Brasil Telecom Comunicação Multimídia (BTCM), empresa que vai reunir todos os ativos de fibra óptica da operadora. As mudanças constam da proposta da administração da Oi que será submetida à aprovação dos acionistas da companhia em assembleia geral extraordinária (AGE) convocada para 30 de abril.

Em comunicado, a Oi destaca que “todas as ações societárias propostas na AGE estavam previstas no aditamento ao plano de recuperação judicial da companhia” aprovado por credores em setembro do ano passado. Apelidada de InfraCo, a BTCM terá parte do seu capital social vendido num processo competitivo judicial previsto para ocorrer até o fim do segundo trimestre deste ano.

A operadora escolheu como ofertantes preferenciais na futura disputa fundos do BTG Pactual e a Globenet Cabos Submarinos, que fizeram em conjunto uma proposta de R$ 12,93 bilhões por 57,9% do capital da Unidade Produtiva Isolada (UPI) InfraCo. Figura prevista em lei, a UPI permite a uma companhia em recuperação judicial vender ativos a terceiros sem incorrer em sucessão de débitos.

Entre outros pontos, a proposta da administração da Oi prevê que os acionistas reunidos na assembleia deliberem sobre a cisão parcial da Brasil Telecom Comunicação Multimídia S.A. e a incorporação da parcela cindida pela Oi S.A. Outro item da pauta da reunião diz respeito à incorporação da Telemar pela Oi.

A Oi argumenta em nota que essas ações societárias visam à segregação dos ativos das diversas UPIs previstas no plano de recuperação judicial, como é o caso das operações envolvendo a BTCM, que é a entidade societária para a UPI InfraCo. O objetivo é, também, promover a simplificação societária e operacional da Oi, de modo a concentrar as suas operações numa única companhia, com redução de complexidade, ganhos operacionais e maior clareza de acompanhamento de resultados, conclui a nota da operadora.


Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Assis Moreira — De Genebra, 23/04/2021