A WTorre vai aderir à oferta pública de aquisição (OPA) da BR Properties mesmo se o preço proposto por ação for mantido em R$ 12. "Vamos acompanhar o BTG Pactual. Acreditamos que o preço será mais alto, mas vamos aderir de qualquer forma", disse ao Valor  o empresário Walter Torre, controlador da empresa. A WTorre tem 8,4% do capital da BR Properties. O BTG, 32%, e a Petros, 10%. Metade do capital da empresa de propriedades comerciais está no mercado.

A OPA foi proposta por BTG, BC Fund e Brookfield BR7. O veículo de investimento das ofertantes é o Fundo de Investimentos e Participações Bridge. BTG e Brookfield terão imóveis ao final da operação, enquanto o BC Fund, maior fundo imobiliário do país, ficará com a BR Properties. O BC é gerido e administrado pelo BTG. No mercado, comenta-se que a BR Properties possa deixar de existir após a conclusão da operação.

No formato da OPA proposto, é preciso que haja 85% de adesão para que a operação seja realizada. A gestora de fundos Eminence, cuja posição divulgada na BR Properties é de 14,1%, já deixou claro que está descontente com a operação, o que torna, praticamente, inviável que os 85% sejam alcançados.

Há expectativa de que o valor a ser pago por ação seja elevado e que possa haver mudanças no desenho da OPA, inclusive com redução do percentual de adesão mínima exigido. E ainda uma série de questionamentos, como o dos múltiplos papéis do BTG na operação. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai instaurar processo para investigar reclamação do cotista do BC Fund Ricardo Orihuela relacionada à OPA.
    


Fonte: Valor Econômico, por Chiara Quintão , 15/04/2015