A Caixa Seguridade prevê captar até R$ 5,7 bilhões com seu IPO, que deve ser realizado no fim deste mês. O valor leva em conta a venda do lote principal no topo da faixa indicativa, que vai de R$ 9,33 a R$ 12,67 por ação, anunciada ontem.
A oferta será secundária, ou seja, os recursos irão integralmente para a Caixa, acionista controlador. Se bem-sucedida, será a primeira de uma série de aberturas de capital que o banco planeja realizar.
Esta será a terceira tentativa da Caixa de levar o IPO a cabo. A volatilidade do mercado no início da pandemia e as incertezas das eleições americanas fizeram o banco recuar anteriormente.
A demora fez com que o formato mudasse em relação ao desenho original previsto pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães. No início do ano passado, o plano era vender 25% do capital da holding de seguros e o banco esperava que a companhia fosse avaliada em cerca de R$ 60 bilhões.
Agora, serão colocados à venda 15% das ações e o preço diminuiu. No topo da faixa indicativa, a Caixa Seguridade está avaliada em R$ 36 bilhões, refletindo um ambiente que mudou e a nova estratégia do banco.
Com as mudanças, a Caixa tem a expectativa de emplacar a oferta mais facilmente e deixar espaço para a valorização do ativo, segundo fonte a par do assunto. O banco pretende alocar até 55% das ações no varejo, de forma a ficar menos sujeita aos grandes investidores.
O plano da Caixa, conforme apurou o Valor, é se desfazer de fatias adicionais da holding de seguros no futuro - estratégia parecida com a que adotou para sair do Banco Pan. A demora no IPO também deu tempo para que o banco concluísse as joint ventures com seguradoras, dirimindo uma das incertezas dos investidores sobre a oferta.
Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Talita Moreira e Álvaro Campos — De São Paulo, 07/04/2021

