A Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab) informou nesta quarta-feira que a primeira fase da parceria públicoprivada (PPP) da habitação do município de São Paulo prevê um investimento de R$ 4,4 bilhões para a construção de 22.240 unidades habitacionais, infraestrutura pública, equipamentos públicos e prestação de serviços.

O programa, anunciado em janeiro, prevê a construção de 34 mil novas moradias em seis anos. A prefeitura ficará encarregada de ceder os terrenos. A iniciativa privada será responsável pelas construções.
 
Os conjuntos serão destinados a habitação, postos de saúde, escolas e creches. Todos voltados para população de baixa renda. A ideia é que fiquem localizados perto de grandes corredores de ônibus.

O vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, afirma que a PPP tende a despertar interesse de todas as incorporadoras que atuam na baixa renda, mas que a participação efetiva das empresas na disputa dependerá do que será apresentado, na quinta-feira, no detalhamento do edital.

A Cury, empresa da qual o vice-presidente do Sinduscon-SP é diretor de relações institucionais, tem interesse em estudar o edital para definir se irá participar da concorrência. ?A PPP é mais um veículo para tentar reduzir o déficit habitacional?, diz.

Não se sabe ainda, de acordo com o vice-presidente do Sinduscon-SP, se o pagamento pela construção será feito assim que as obras forem concluídas. 

Fonte: Valor - Empresas, por Chiara Quintão, 21/03/2018