As medidas mais rígidas de isolamento por causa da pandemia e a disparada no IGP-M, que acumula alta de 29,83% em 12 meses, têm afetado as negociações de aluguéis. O setor de shoppings, muito atingido pelas medidas de combate à covid, tem 359 centros de compras fora de operação e 213 abertos, alguns com restrição parcial. Apenas 5% funcionam normalmente no Brasil.
Nesse cenário, aumenta a pressão nas negociações de aluguel. Empresas como Iguatemi, Aliansce Sonae e BR Malls já avisaram os lojistas que, desta vez, não negociarão isenção nos aluguéis e nas despesas.
No setor de escritórios, projeta-se que 30% concordaram com a aplicação parcial do IGP-M, principal indicador de referência para correção de aluguéis, ou a troca por outro, como IPCA. “Por entender a situação do mercado, os proprietários estão mais flexíveis”, diz Marina Cury, da consultoria Newmark.
Fonte: Valor Econômico - Impresso, por Adriana Mattos e Chiara Quintão — De São Paulo, 16/03/2021

